Esta casa tem bem documentada a sua antiguidade e supõe-se que a actual construção assenta nos fundamentos da primitiva casa medieval que foi cabeça do extinto Couto da Várzea, confiscado pelo Rei Garcia da Galiza em 1071 ao conde D.Nuno Mendes, pela sua rebelião. Já pertença da coroa portuguesa foi doado por D.Afonso Henriques em 1132 ao conde D.Rodrigo Peres que o vendeu à Sé de Braga por 500 soldos passado um ano.
    O documento mais antigo que se conhece da cedência pela Sé de Braga à Familía na posse da qual se tem mantido, é um contracto enfiteuse de 1553, renovado em 1673 e em 1784.
    Dessa antiga ligação à Sé de Braga recordam-se as estadias com que os Arcebispos distinguiam a Casa nas suas visitas pastorais à Ribeira Lima e que lhe granjearam justa fama de hospitalidade - tradição que hoje se procura preservar, honrando essa memória como o melhor pergaminho herdado do passado.